terça 10, 15h · sábado 21, 15h30
É 1893 na vila de Champaner, no estado do Gujarat, em uma Índia sob o domínio britânico. A seca está castigando os camponeses e o Rajá (príncipe hindu) encontra-se com o comandante inglês da região, o Capitão Russel, para pedir uma redução dos impostos sobre a terra chamada Lagaan. Sem explicações, o Capitão decide aumentar ainda mais os impostos e os camponeses, desesperados, vão falar com o Rajá para pedir ajuda. Chegando lá, o Rajá está assistindo a uma partida de críquete com o Capitão, e Bhuvan (Aamir Khan) diz que é um jogo imbecil. Depois de ouvir o comentário de Bhuvan, o Capitão propõe um desafio: a suspensão de três anos de impostos caso os camponeses vençam os ingleses numa partida de críquete. Bhuvan aceita a aposta, para desespero dos demais camponeses, pois a perda do jogo implicará num novo aumento das taxas.
O filme é praticamente todo feito em cenários externos, fora de estúdios. A vila foi construída de maneira fiel às características de época da região, e um dos maiores desafios foi usar dez mil camponeses locais – que nunca tinham ouvido falar em cinema – como figurantes. Antes da estreia do filme, houve uma primeira exibição para estes camponeses. Somando os prêmios recebidos, Lagaan levou quase 50 premiações, incluindo oito no Filmfare Awards e sete no National Film Awards, alé da indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Lagaan: Once Upon a Time in India, 2001, cor, 35 mm, 224 min
direção: Ashutosh Gowariker
produção: Aamir Khan
roteiro: Ashutosh Gowariker, Kumar Dave, Sanjay Dayma, K. P. Saxena (diálogos)
fotografia: Anil Mehta
montagem: Ballu Saluja
música: A. R. Rahman
coreografia: Saroj Khan, Ganesh Hegde, Vaibhavi Merchant, Terence Lewis
elenco: Aamir Khan, Gracy Singh, Rachel Shelley, Paul Blackthorne
idioma: hindi, inglês, bhojpuri, awadhi
Zubeidaa
sábado 14, 13h30 · quinta 18, 16h30
Riyaz Masud (Rajit Kapoor) é um jornalista que quer conhecer melhor a história da mãe, de quem não se recorda bem, e que faleceu misteriosamente. Assim, o filme narra a descoberta da história de Zubeidaa (Karisma Kapoor) através das pessoas que a conheceram e dos pertences que ela deixou para trás. Zubeidaa era a única filha de um cineasta muçulmano, e atuava em filmes secretamente. Quando o pai de Zubeidaa descobriu o seu ofício, ele a proibiu de continuar a atuar e rapidamente arranjou um casamento para ela, cujo fruto foi Riyaz. Tudo parecia estar bem, quando uma briga familiar fez com que seu marido pedisse o divórcio. A partir daí, Zubeidaa entrou em depressão e para distraí-la a amante de seu pai a apresentou ao príncipe hindu Vijayendra Singh, que a tomou como sua segunda esposa.
Capítulo final da trilogia biográfica feita por Benegal, que começou com Mammo (1994) e continuou com Sardari Begum (1996). Os três filmes foram baseados em histórias reais de mulheres contadas por Khalid Mohammed, crítico de cinema que virou cineasta. Zubeidaa em particular é baseado na vida da instigante atriz Zubeida Begum. O filme obteve o prêmio nacional de Melhor Filme de Longa-Metragem em hindi e prêmio da crítica de Melhor Atriz para Karisma Kapoor no National Film Awards.
Zubeidaa, 2001, cor, 35 mm, 150 min
direção: Shyam Benegal
produção: Farouq Rattonsey
roteiro: Khalid Mohammed (história), Javed Siddiqui (diálogos)
fotografia: Rajan Kothari
montagem: Aseem Sinha
música: A. R. Rahman
coreografia: Ewa Maria Cherukuru, Bhushan Lakandri
elenco: Karisma Kapoor, Rekha, Manoj Bajpai, Rajit Kapoor, Amrish Puri, Farida Jalal, Lillete Dubey, Shakti Kapoor
idioma: hindi
Riyaz Masud (Rajit Kapoor) é um jornalista que quer conhecer melhor a história da mãe, de quem não se recorda bem, e que faleceu misteriosamente. Assim, o filme narra a descoberta da história de Zubeidaa (Karisma Kapoor) através das pessoas que a conheceram e dos pertences que ela deixou para trás. Zubeidaa era a única filha de um cineasta muçulmano, e atuava em filmes secretamente. Quando o pai de Zubeidaa descobriu o seu ofício, ele a proibiu de continuar a atuar e rapidamente arranjou um casamento para ela, cujo fruto foi Riyaz. Tudo parecia estar bem, quando uma briga familiar fez com que seu marido pedisse o divórcio. A partir daí, Zubeidaa entrou em depressão e para distraí-la a amante de seu pai a apresentou ao príncipe hindu Vijayendra Singh, que a tomou como sua segunda esposa.
Capítulo final da trilogia biográfica feita por Benegal, que começou com Mammo (1994) e continuou com Sardari Begum (1996). Os três filmes foram baseados em histórias reais de mulheres contadas por Khalid Mohammed, crítico de cinema que virou cineasta. Zubeidaa em particular é baseado na vida da instigante atriz Zubeida Begum. O filme obteve o prêmio nacional de Melhor Filme de Longa-Metragem em hindi e prêmio da crítica de Melhor Atriz para Karisma Kapoor no National Film Awards.
Zubeidaa, 2001, cor, 35 mm, 150 min
direção: Shyam Benegal
produção: Farouq Rattonsey
roteiro: Khalid Mohammed (história), Javed Siddiqui (diálogos)
fotografia: Rajan Kothari
montagem: Aseem Sinha
música: A. R. Rahman
coreografia: Ewa Maria Cherukuru, Bhushan Lakandri
elenco: Karisma Kapoor, Rekha, Manoj Bajpai, Rajit Kapoor, Amrish Puri, Farida Jalal, Lillete Dubey, Shakti Kapoor
idioma: hindi
Faça o que o seu coração mandar (Dil Chahta Hai)
quarta 11, 15h · terça 17, 13h
A história de três amigos de faculdade e a transição para a vida adulta. Cada um deles tem uma perspectiva totalmente diferente da vida e do amor. Akash (Aamir Khan) gosta de se divertir, não crê no amor e vive tendo pequenos casos que não duram mais do que duas semanas. Sameer (Saif Ali Khan) é muito inteligente, e parece sempre “pronto” para o amor, apesar de não saber seu verdadeiro significado. Siddharth (Akshaye Khanna) é mais sério: sensível, compreensivo, carinhoso… o típico homem perfeito. O universo que os três jovens vivem é o da jovem elite da metrópole indiana, cercada por festas, eventos de arte e várias garotas. Mesmo nesse meio, Siddharth se apaixona por uma mulher mais velha, recém-divorciada. Akash e Sameer não conseguem entender essa relação e acabam se distanciando de Siddharth. Posteriormente, já adultos e mais maduros, os amigos se reaproximam.
O filme se destaca pela linguagem moderna nos números musicais, que incorpora a cultura jovem metropolitana e das discotecas. Premiado como Melhor Longa-Metragem no National Film Award de 2002. Baseado em anotações do diretor e roteirista Farhan Akhtar sobre suas viagens à Goa e sobre o mês que ele passou em Nova York em 1996.
Dil Chahta Hai, 2001, cor, 35 mm, 183 min
direção: Farhan Akhtar
produção: Ritesh Sidhwani
roteiro: Akhtar, Kassim Jagmagia
fotografia: Ravi K. Chandran
montagem: A. Sreekar Prasad
música: Shankar, Ehsaan, Loy
coreografia: Farah Khan
elenco: Aamir Khan, Saif Ali Khan, Akshaye Khanna, Preity Zinta, Dimple Kapadia, Sonali Kulkarni
idioma: hindi
A história de três amigos de faculdade e a transição para a vida adulta. Cada um deles tem uma perspectiva totalmente diferente da vida e do amor. Akash (Aamir Khan) gosta de se divertir, não crê no amor e vive tendo pequenos casos que não duram mais do que duas semanas. Sameer (Saif Ali Khan) é muito inteligente, e parece sempre “pronto” para o amor, apesar de não saber seu verdadeiro significado. Siddharth (Akshaye Khanna) é mais sério: sensível, compreensivo, carinhoso… o típico homem perfeito. O universo que os três jovens vivem é o da jovem elite da metrópole indiana, cercada por festas, eventos de arte e várias garotas. Mesmo nesse meio, Siddharth se apaixona por uma mulher mais velha, recém-divorciada. Akash e Sameer não conseguem entender essa relação e acabam se distanciando de Siddharth. Posteriormente, já adultos e mais maduros, os amigos se reaproximam.
O filme se destaca pela linguagem moderna nos números musicais, que incorpora a cultura jovem metropolitana e das discotecas. Premiado como Melhor Longa-Metragem no National Film Award de 2002. Baseado em anotações do diretor e roteirista Farhan Akhtar sobre suas viagens à Goa e sobre o mês que ele passou em Nova York em 1996.
Dil Chahta Hai, 2001, cor, 35 mm, 183 min
direção: Farhan Akhtar
produção: Ritesh Sidhwani
roteiro: Akhtar, Kassim Jagmagia
fotografia: Ravi K. Chandran
montagem: A. Sreekar Prasad
música: Shankar, Ehsaan, Loy
coreografia: Farah Khan
elenco: Aamir Khan, Saif Ali Khan, Akshaye Khanna, Preity Zinta, Dimple Kapadia, Sonali Kulkarni
idioma: hindi
Sr. e sra. Iyer (Mr. & Mrs. Iyer)
domingo 15, 14h · sexta 20, 16h30
É setembro de 2001. Meenakshi Iyer (Konkona Sen Sharma) embarca num ônibus para ir embora da vila de seus pais, no interior do West Bengal, para Calcutá, onde seu marido a estará esperando. Logo que chega ao ônibus ela é apresentada a Raja Chowdhury (Rahul Bose), um fotógrafo muçulmano, por um amigo em comum, que pede que Raja cuide dela e de seu bebê durante o trajeto. O bebê fica muito inquieto durante a viagem e eles acabam se sentando juntos. Todos os passageiros acham, então, que eles são um casal. Um pouco adiante a estrada está congestionada devido a tumultos com hindus radicais. É imposto um toque de recolher para dentro dos veículos e quando eles estão prestes a serem atacados, Raja conta a Meenakshi que é muçulmano. Meenakshi fica chocada e logo depois um radical hindu entra no ônibus. Ela coloca seu filho no colo de Raja e quando o terrorista pergunta a identidade deles, ela responde “senhor e senhora Iyer”. Assim, eles seguem a viagem juntos e estabelecem uma relação especial.
O filme estreou no Festival de Locarno de 2002, quando foi escolhido para abrir uma mostra de cinema indiano. Obteve prêmios de melhor filme e melhor direção em diversos festivais ao redor do mundo. Dentro da Índia, o National Film Awards deu a Aparna o prêmio de Melhor Direção e de Melhor Roteiro, e a Konkona o prêmio de Melhor Atriz. Recebeu o prêmio Golden Maile, no Festival de Cinema Internacional do Havaí e o prêmio do público de Melhor Longa-Metragem no Festival de Cinema da Filadélfia.
Mr. & Mrs. Iyer, 2002, cor, 35 mm, 120 min
direção: Aparna Sen
produção: Rupali Mehta, N. Venkatesan
roteiro: Aparna Sen, Dulal Dey
fotografia: Goutam Ghose
montagem: Raviranjan Maitra
música: Zakir Hussain
elenco: Rahul Bose, Konkona Sen Sharma, Bhisham Sahni, Surekha Sikri, Sunil Mukherjee, Anjan Dutt
idioma: inglês, tâmil, bengali, hindi, punjabi, urdu
É setembro de 2001. Meenakshi Iyer (Konkona Sen Sharma) embarca num ônibus para ir embora da vila de seus pais, no interior do West Bengal, para Calcutá, onde seu marido a estará esperando. Logo que chega ao ônibus ela é apresentada a Raja Chowdhury (Rahul Bose), um fotógrafo muçulmano, por um amigo em comum, que pede que Raja cuide dela e de seu bebê durante o trajeto. O bebê fica muito inquieto durante a viagem e eles acabam se sentando juntos. Todos os passageiros acham, então, que eles são um casal. Um pouco adiante a estrada está congestionada devido a tumultos com hindus radicais. É imposto um toque de recolher para dentro dos veículos e quando eles estão prestes a serem atacados, Raja conta a Meenakshi que é muçulmano. Meenakshi fica chocada e logo depois um radical hindu entra no ônibus. Ela coloca seu filho no colo de Raja e quando o terrorista pergunta a identidade deles, ela responde “senhor e senhora Iyer”. Assim, eles seguem a viagem juntos e estabelecem uma relação especial.
O filme estreou no Festival de Locarno de 2002, quando foi escolhido para abrir uma mostra de cinema indiano. Obteve prêmios de melhor filme e melhor direção em diversos festivais ao redor do mundo. Dentro da Índia, o National Film Awards deu a Aparna o prêmio de Melhor Direção e de Melhor Roteiro, e a Konkona o prêmio de Melhor Atriz. Recebeu o prêmio Golden Maile, no Festival de Cinema Internacional do Havaí e o prêmio do público de Melhor Longa-Metragem no Festival de Cinema da Filadélfia.
Mr. & Mrs. Iyer, 2002, cor, 35 mm, 120 min
direção: Aparna Sen
produção: Rupali Mehta, N. Venkatesan
roteiro: Aparna Sen, Dulal Dey
fotografia: Goutam Ghose
montagem: Raviranjan Maitra
música: Zakir Hussain
elenco: Rahul Bose, Konkona Sen Sharma, Bhisham Sahni, Surekha Sikri, Sunil Mukherjee, Anjan Dutt
idioma: inglês, tâmil, bengali, hindi, punjabi, urdu
Devdas
quarta 11, 18h30 · domingo 22, 18h
Um dos maiores clássicos do cinema indiano, baseado no romance homônimo do escritor bengalês Sharat Chandra Chattopadhyay. O filme conta a história de Devdas (Shahrukh Khan), que depois de muito tempo ausente, retorna à Índia, após concluir seus estudos em direito na Inglaterra. Sua família é muito rica e vive em uma mansão numa vila em Bengali. Eles têm como vizinhos uma família, também rica, cuja filha Paro (Aishwarya Rai) cresceu com Devdas. Dessa amizade entre os dois, nasce ainda na infância uma relação de amor que não é compreendida por eles, e que mesmo os tantos anos distantes não consegue apagar. Devdas procura Paro logo que volta à Índia e tudo parece correr bem para que ambos se casem, mas a inveja e a desaprovação na família de Devdas impedem que o casamento aconteça, o que o leva a sair de casa e a seguir sua vida com sofrimento.
O filme é a terceira filmagem deste clássico da literatura indiana, sendo esta a primeira versão colorida. Foi a mais cara produção indiana até o seu lançamento, consumindo quase 20 milhões de reais. Recebeu dez prêmios no Filmfare Awards, incluindo Melhor Filme, seis no iifa Awards, além de uma indicação ao bafta de Melhor Filme Estrangeiro. Exibido no Festival de Cannes de 2002 e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2003.
Devdas, 2002, cor, 35 mm, 185 min
direção: Sanjay Leela Bhansali
produção: Bharat Shah
roteiro: Sarat Chandra Chattopadhyay, Sanjay Leela Bhansali, Prakash Kapadia
fotografia: Binod Pradhan
montagem: Bela Segal
música: Ismail Darbar, Monty Sharma
coreografia: Pandit Birju Maharaj, Saroj Khan, Vaibhavi Merchant, Pappu Malu
elenco: Shahrukh Khan, Madhuri Dixit, Aishwarya Rai, Jackie Shroff, Kirron Kher
idioma: hindi, bengali
Um dos maiores clássicos do cinema indiano, baseado no romance homônimo do escritor bengalês Sharat Chandra Chattopadhyay. O filme conta a história de Devdas (Shahrukh Khan), que depois de muito tempo ausente, retorna à Índia, após concluir seus estudos em direito na Inglaterra. Sua família é muito rica e vive em uma mansão numa vila em Bengali. Eles têm como vizinhos uma família, também rica, cuja filha Paro (Aishwarya Rai) cresceu com Devdas. Dessa amizade entre os dois, nasce ainda na infância uma relação de amor que não é compreendida por eles, e que mesmo os tantos anos distantes não consegue apagar. Devdas procura Paro logo que volta à Índia e tudo parece correr bem para que ambos se casem, mas a inveja e a desaprovação na família de Devdas impedem que o casamento aconteça, o que o leva a sair de casa e a seguir sua vida com sofrimento.
O filme é a terceira filmagem deste clássico da literatura indiana, sendo esta a primeira versão colorida. Foi a mais cara produção indiana até o seu lançamento, consumindo quase 20 milhões de reais. Recebeu dez prêmios no Filmfare Awards, incluindo Melhor Filme, seis no iifa Awards, além de uma indicação ao bafta de Melhor Filme Estrangeiro. Exibido no Festival de Cannes de 2002 e indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2003.
Devdas, 2002, cor, 35 mm, 185 min
direção: Sanjay Leela Bhansali
produção: Bharat Shah
roteiro: Sarat Chandra Chattopadhyay, Sanjay Leela Bhansali, Prakash Kapadia
fotografia: Binod Pradhan
montagem: Bela Segal
música: Ismail Darbar, Monty Sharma
coreografia: Pandit Birju Maharaj, Saroj Khan, Vaibhavi Merchant, Pappu Malu
elenco: Shahrukh Khan, Madhuri Dixit, Aishwarya Rai, Jackie Shroff, Kirron Kher
idioma: hindi, bengali
Dança das sombras (Shadow Kill)
domingo 15, 19h30 · quinta 19, 16h
A história se passa no período de pré-independência da Índia, na década de 1940, no estado de Trancavore, ao sul do país (hoje o estado de Kerala) – onde o enforcamento prevalece como a pena máxima para um crime, assim como em outros lugares da Índia. O filme conta a história do enforcador Kaliyappan (Oduvil Unnikrishnan), o último da dinastia Travancore. Ele é um homem infeliz devido à culpa que sente por seu ofício, e acaba por buscar consolo na bebida e no pensamento de que sua função é executar os desejos da deusa Kali. A cada enforcamento, os habitantes da vila acreditam mais que Kaliyappan possui poderes divinos de cura presenteados pela deusa Kali, e que a sua corda é mágica. Com o passar do tempo, o número de execuções cresce e um dia ele não consegue fazer uma execução que o remete a uma causa pessoal, sendo a tarefa passada para seu filho, que é seguidor das ideias de Gandhi.
O filme foi premiado no Festival de Veneza de 2002, no Festival de Cinema do Estado de Kerala, no National Film Award de 2003 e no Bombay International Film Festival. Neste último, o prêmio foi para a direção de Adoor por sua brilhante exploração cinematográfica da agonia e desespero de um carrasco que vai fundo na psique humana, como também o faz em relação à cultura indiana.
Nizhalkkuthu, 2002, cor, 35 mm, 90 min
direção: Adoor Gopalakrishnan
produção: Joël Farges, Elise Jalladeau, Adoor Gopalakrishnan
roteiro: Adoor Gopalakrishnan
fotografia: Sunny Joseph, Ravi Varma
montagem: Ajithkumar
música: Ilayaraja
elenco: Oduvil Unnikrishnan, Sukumari, Murali
idioma: malayalam
A história se passa no período de pré-independência da Índia, na década de 1940, no estado de Trancavore, ao sul do país (hoje o estado de Kerala) – onde o enforcamento prevalece como a pena máxima para um crime, assim como em outros lugares da Índia. O filme conta a história do enforcador Kaliyappan (Oduvil Unnikrishnan), o último da dinastia Travancore. Ele é um homem infeliz devido à culpa que sente por seu ofício, e acaba por buscar consolo na bebida e no pensamento de que sua função é executar os desejos da deusa Kali. A cada enforcamento, os habitantes da vila acreditam mais que Kaliyappan possui poderes divinos de cura presenteados pela deusa Kali, e que a sua corda é mágica. Com o passar do tempo, o número de execuções cresce e um dia ele não consegue fazer uma execução que o remete a uma causa pessoal, sendo a tarefa passada para seu filho, que é seguidor das ideias de Gandhi.
O filme foi premiado no Festival de Veneza de 2002, no Festival de Cinema do Estado de Kerala, no National Film Award de 2003 e no Bombay International Film Festival. Neste último, o prêmio foi para a direção de Adoor por sua brilhante exploração cinematográfica da agonia e desespero de um carrasco que vai fundo na psique humana, como também o faz em relação à cultura indiana.
Nizhalkkuthu, 2002, cor, 35 mm, 90 min
direção: Adoor Gopalakrishnan
produção: Joël Farges, Elise Jalladeau, Adoor Gopalakrishnan
roteiro: Adoor Gopalakrishnan
fotografia: Sunny Joseph, Ravi Varma
montagem: Ajithkumar
música: Ilayaraja
elenco: Oduvil Unnikrishnan, Sukumari, Murali
idioma: malayalam
Um beijo na bochecha (Kannathil Muthamittal)
sábado 14, 16h30 · quarta 18, 19h30
O filme narra a história da pequena Amudha (P. S. Keerthana), uma menina adotada pelo casal Thiru e Indira, e criada com dois irmãos pequenos. Ela é uma criança feliz e não sabe a verdade sobre sua origem, até que o casal decide contar sobre a sua adoção no dia de seu aniversário de nove anos. Amudha se choca com a notícia e se sente deslocada da família. Logo fica obstinada com a ideia de conhecer sua mãe biológica e saber por que foi abandonada. Preocupados com Amudha, seus pais adotivos acabam cedendo à sua vontade e assim começa a odisseia dessa família – que vai da Índia ao Sri Lanka para que Amudha conheça sua verdadeira mãe, uma integrante do Tigres Tâmeis (ltte), principal grupo separatista que alegava lutar para proteger a minoria tâmil, e que ficou conhecido por recrutar crianças-soldado e por terem inventado o cinturão suicida, sendo pioneiros no uso de homens e mulheres-bomba. Assim, através do olhar de Amudha, Mani Ratnam apresenta um impactante e sensível retrato da ilha de Sri Lanka na época da Guerra Civil.
Premiado no Festival de Toronto em 2002 e selecionado para representar a Índia no Festival de Cannes em 2004. Aclamado no Festival de São Francisco em 2003, conquistou ainda outros prêmios como o de melhor filme em festivais internacionais, entre os quais o Festival de Jerusalém de 2003. Na Índia, recebeu ainda seis prêmios no Filmfare Awards do Sul e seis prêmios no National Film Awards.
Kannathi Muthamuttal, 2002, cor /pb, 35 mm, 130 min
direção: Mani Ratnam
produção: Mani Ratnam, G. Srinivasan
roteiro: Mani Ratnam (história), Sujatha Rangarajan (diálogos)
fotografia: Ravi K. Chandran
montagem: A. Sreekar Prasad
música: A. R. Rahman
elenco: R. Madhavan, Simran Bagga, J.D. Chakravarthy, Nandita Das, P. S. Keerthana, Prakash Raj
idioma: tâmil
O filme narra a história da pequena Amudha (P. S. Keerthana), uma menina adotada pelo casal Thiru e Indira, e criada com dois irmãos pequenos. Ela é uma criança feliz e não sabe a verdade sobre sua origem, até que o casal decide contar sobre a sua adoção no dia de seu aniversário de nove anos. Amudha se choca com a notícia e se sente deslocada da família. Logo fica obstinada com a ideia de conhecer sua mãe biológica e saber por que foi abandonada. Preocupados com Amudha, seus pais adotivos acabam cedendo à sua vontade e assim começa a odisseia dessa família – que vai da Índia ao Sri Lanka para que Amudha conheça sua verdadeira mãe, uma integrante do Tigres Tâmeis (ltte), principal grupo separatista que alegava lutar para proteger a minoria tâmil, e que ficou conhecido por recrutar crianças-soldado e por terem inventado o cinturão suicida, sendo pioneiros no uso de homens e mulheres-bomba. Assim, através do olhar de Amudha, Mani Ratnam apresenta um impactante e sensível retrato da ilha de Sri Lanka na época da Guerra Civil.
Premiado no Festival de Toronto em 2002 e selecionado para representar a Índia no Festival de Cannes em 2004. Aclamado no Festival de São Francisco em 2003, conquistou ainda outros prêmios como o de melhor filme em festivais internacionais, entre os quais o Festival de Jerusalém de 2003. Na Índia, recebeu ainda seis prêmios no Filmfare Awards do Sul e seis prêmios no National Film Awards.
Kannathi Muthamuttal, 2002, cor /pb, 35 mm, 130 min
direção: Mani Ratnam
produção: Mani Ratnam, G. Srinivasan
roteiro: Mani Ratnam (história), Sujatha Rangarajan (diálogos)
fotografia: Ravi K. Chandran
montagem: A. Sreekar Prasad
música: A. R. Rahman
elenco: R. Madhavan, Simran Bagga, J.D. Chakravarthy, Nandita Das, P. S. Keerthana, Prakash Raj
idioma: tâmil
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